Reflexão do dia 14/08/2010: A Eucaristia e os pobres
A Eucaristia e os pobres

Vivendo intensamente o XV Congresso Eucarístico Nacional, em Florianópolis-SC, entre os dias 21 e 24 de maio de 2006, muito me comoveu o tema acerca da Eucaristia e os pobres, proferida pelo Arcebispo de Londrina, Dom Orlando Brandes, no Simpósio Teológico. E por isso quero compartilhar com vocês, leitores.
Em outras palavras, relatou-nos: Certa vez, quando o filósofo Blaise Pascal não podia mais receber Jesus Eucarístico no véu do Sacramento, solicitou a presença de um pobre no seu quarto, que por sua vez, substituiria Jesus Cristo. Do mesmo modo, antes de começar a sua fala, Dom Orlando encontrou Dona Doralice, que trabalha recolhendo latinhas para reciclá-las, e que mora no Morro do Mocotó, periferia de Florianópolis. Ele convidou-a para estar ao seu lado no momento de sua fala, já que também não poderia trazer Jesus Eucarístico naquele momento.
Irmãos e irmãs: como amigos e amigas de Jesus, é nosso dever amar os preferidos de Deus. A Eucaristia nos compromete. Se comungamos Jesus Sacramentado, é nosso dever promover a partilha e a solidariedade, criando laços fraternos e de bem querer. O amor deve ser, com certeza, a marca característica de nossa vida cristã. Como temos coragem de dizer que somos católicos praticantes, enquanto a nível nacional, mais de 14 milhões de pessoas passam fome, em situações de miserabilidade? Bem já dizia S. Tiago: “fé sem obras é morta. De que adiantará um homem dizer que tem fé se não tem obras?” Ambas devem caminhar juntas. Devem se dar as mãos. Se isto não acontece há algo de errado. Sem dúvida, a nossa oração deverá produzir frutos de caridade, pelo Espírito. Seríamos mentirosos se disséssemos que amamos a Deus, enquanto desprezamos nossos irmãos e irmãs carentes, que clamam por socorro e por melhores condições de vida.
Que a Sagrada Eucaristia transforme a nossa vida, a fim de que “eucaristizemos” o mundo com o nosso compromisso e empenho pela promoção da vida e da dignidade daqueles que não tem o mínimo necessário para viver. Como estar em paz e tranquilo diante desta realidade que vivenciamos?
É preciso começar. Vamos! O que está esperando? É necessário joelho no chão e mãos à obra. Uma certeza temos: Deus caminha com a gente.
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