Reflexão do dia 15/08/2010: A Pós-Modernidade
A Pós-Modernidade

Hoje mesmo pela manhã, retornando da PUCRS chamou-me atenção o poema que li no ônibus, intitulado ‘Discussão de relacionamento’, escrito por Lucas Giovane Alberche Paese:

Amor, aceite a realidade
Acabou o prazo de validade!

Logo que o li, reportei-me a pós-modernidade, à época em que vivemos que traz em seu bojo alguns referenciais e características que lhe são próprias:

-O desejo da felicidade: É o primeiro elemento desse referencial. É entendida como a busca do prazer pessoal, sem nenhuma preocupação com o próximo (de certo modo há uma ausência de solidariedade e de partilha). Procura-se a autossatisfação, momentos prazerosos, mas sem nenhum compromisso. Não há compromisso, responsabilidade, preocupação com o futuro. Preocupa-se com o hoje e o agora. Tudo é passageiro e transitório. A consequência disso tudo é o narcisismo, o hedonisno, o relativismo moral subjetivista, a permissividade. O bom, isto é, moral, é aquilo que me faz feliz e me dá prazer, mesmo que isso signifique morte ou miséria para as outras pessoas. Numa frase: A felicidade de alguns é conquistada a custo do sacrifício e da morte da grande maioria.

-O individualismo: Há uma profunda valorização da subjetividade, do ser humano como indivíduo, singular. Na pós- modernidade utiliza-se o termo “subjetivismo exacerbado”. Quando há uma preocupação demasiada e uma supervalorização do indivíduo, esquece-se dos laços comunitários e da solidariedade. Vence o mais forte, e os mais fracos que se “lixem”. A solidariedade e a justiça social são vistas como algo que atrapalha o desenvolvimento.

-A liberdade: Entendida em todos os sentidos: de escolha, de decidir, de pensar, de agir, de manifestar-se. Essa concepção nasce a partir do famoso movimento de 1968, nas universidades europeias, cujo lema era: “É proibido proibir”. Para muitos, a liberdade se tornou uma desculpa para satisfazer seus instintos egoístas (cf. Gl 5, 13). A liberdade pregada pela pós– modernidade exclui completamente a ética da solidariedade e da partilha: para que uns poucos sejam livres, milhões devem permanecer escravos.

A idade da pós-modernidade é algo contemporâneo, tanto que ela é um dos assuntos mais debatidos e estudados do século XX.
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