Refletindo sobre o Personalismo e o Estruturalismo
O Personalismo, que se deu no século XX na França, presa pela pessoa humana, que é o centro da reflexão, e que aos poucos constrói sua história, o seu processo de personificação. Ou seja, as pessoas não apenas já nascem pessoas (que seria o caráter essencialista), mas tornam-se ao longo da vida. E isso através de um processo que o ser humano faz incessantemente. O personalismo também presa a liberdade humana. O ser humano é livre neste processo de personificação. Os principais representantes do personalismo são E. Mounier e Buber. Sobretudo Buber irá dizer que o ser humano é um ser de relações, e que ele se constrói através de relações: com os outros (relação de intersubjetividade); com o mundo (relação de objetividade) e com o Transcendente (com o Absoluto).
O Estruturalismo, por sua vez, se deu na década de 50, na França. O Estruturalismo, a grosso modo, ‘mata’ o ser humano, ‘mata’ a sua liberdade, a sua criatividade, a sua vontade, pois para este movimento, o que determina o ser humano são as estruturas, que fabricam, moldam e criam o ser humano. Em outras palavras, o sujeito não é o autor de sua própria vida, de sua existência. O ser humano não se determina. É determinado pelas estruturas e não tem autonomia sobre si mesmo.
De fato o Estruturalismo bate de frente com o Personalismo. Quanto ao meu ponto de vista, me coloco ao lado do Personalismo, pois creio que o ser humano precisa ser aperfeiçoado. Precisa tornar-se pessoa. Mas ele não se torna pessoa sozinho. Ele precisa também da dimensão do outro (e é justamente isso que Levinas irá dizer em seu livro intitulado ‘O humanisno do outro homem’. Ele diz que o sujeito existe em virtude do outro sujeito. Somos responsáveis uns pelos outros. O outro me protege e eu também devo protegê-lo. Eu vivo em função do outro. Isso faz-me lembrar do meu formador Pe. Francisco Hellmann, scj (se quiseres conhecer um pouco sua biografia, clique em Livros > Um coração para amar: Pe. Francisco Hellmann) que sempre dizia: ‘Aquilo que a gente faz para nós mesmos, morre conosco. Mas aquilo que a gente faz para os outros fica gravado e marcado para sempre'. Que bonito e belo isso! Ainda em relação a Levinas, critico ele pelo fato de descartar a relação com o Transcendente (Deus, Absoluto ou como queiram chamar) e enfatizar demais a relação intersubjetiva (eu e os outros). Critico o Estruturalismo porque ele coloca o ser humano numa forma, onde ele é moldado e criado. Ou seja, o ser humano não tem criatividade, liberdade e autonomia. Aposto no Personalismo e creio que o ser humano não é o centro do universo, nem a medida de todas as coisas. Ele transcende, é um ser espiritual. Vai além. Inclusive de si mesmo. Creio também que um dos grande méritos do Personalismo é refletir sobre a pessoa humana, bem como o seu processo de personificação.
O Personalismo, que se deu no século XX na França, presa pela pessoa humana, que é o centro da reflexão, e que aos poucos constrói sua história, o seu processo de personificação. Ou seja, as pessoas não apenas já nascem pessoas (que seria o caráter essencialista), mas tornam-se ao longo da vida. E isso através de um processo que o ser humano faz incessantemente. O personalismo também presa a liberdade humana. O ser humano é livre neste processo de personificação. Os principais representantes do personalismo são E. Mounier e Buber. Sobretudo Buber irá dizer que o ser humano é um ser de relações, e que ele se constrói através de relações: com os outros (relação de intersubjetividade); com o mundo (relação de objetividade) e com o Transcendente (com o Absoluto).
O Estruturalismo, por sua vez, se deu na década de 50, na França. O Estruturalismo, a grosso modo, ‘mata’ o ser humano, ‘mata’ a sua liberdade, a sua criatividade, a sua vontade, pois para este movimento, o que determina o ser humano são as estruturas, que fabricam, moldam e criam o ser humano. Em outras palavras, o sujeito não é o autor de sua própria vida, de sua existência. O ser humano não se determina. É determinado pelas estruturas e não tem autonomia sobre si mesmo.
De fato o Estruturalismo bate de frente com o Personalismo. Quanto ao meu ponto de vista, me coloco ao lado do Personalismo, pois creio que o ser humano precisa ser aperfeiçoado. Precisa tornar-se pessoa. Mas ele não se torna pessoa sozinho. Ele precisa também da dimensão do outro (e é justamente isso que Levinas irá dizer em seu livro intitulado ‘O humanisno do outro homem’. Ele diz que o sujeito existe em virtude do outro sujeito. Somos responsáveis uns pelos outros. O outro me protege e eu também devo protegê-lo. Eu vivo em função do outro. Isso faz-me lembrar do meu formador Pe. Francisco Hellmann, scj (se quiseres conhecer um pouco sua biografia, clique em Livros > Um coração para amar: Pe. Francisco Hellmann) que sempre dizia: ‘Aquilo que a gente faz para nós mesmos, morre conosco. Mas aquilo que a gente faz para os outros fica gravado e marcado para sempre'. Que bonito e belo isso! Ainda em relação a Levinas, critico ele pelo fato de descartar a relação com o Transcendente (Deus, Absoluto ou como queiram chamar) e enfatizar demais a relação intersubjetiva (eu e os outros). Critico o Estruturalismo porque ele coloca o ser humano numa forma, onde ele é moldado e criado. Ou seja, o ser humano não tem criatividade, liberdade e autonomia. Aposto no Personalismo e creio que o ser humano não é o centro do universo, nem a medida de todas as coisas. Ele transcende, é um ser espiritual. Vai além. Inclusive de si mesmo. Creio também que um dos grande méritos do Personalismo é refletir sobre a pessoa humana, bem como o seu processo de personificação.
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