Reflexão do dia 05/08/2010: O valor da filosofia numa sociedade tecnicista
O grande filósofo grego, Aristóteles, começa a sua Metafísica com a afirmação: “Todos os homens, por natureza, desejam saber”. Saber é um dado elementar de nossa natureza humana. É o mais sublime impulso que possuímos. Com ele nós nascemos. Graças a ele os filósofos puderam dizer que somos naturalmente filósofos. Manifesta-se nas crianças pelas perguntas que fazem. O que é isto? Para que? Por que? Donde vem isso? São as primeiras perguntas que uma criança costuma fazer.
Em nosso Brasil, como percebemos, a educação e o ensino não tem provocado e desafiado o ser humano a pensar, a refletir e a buscar conhecimento da realidade que o cerca. Muito pelo contrário, há uma demasiada preocupação em educar e formar técnicos. Desapareceu o interesse pela formação humana do profissional. A filosofia, por sua vez, tem a missão de preparar os seres humanos para a vida, formando homens livres, críticos e reflexivos, cidadãos responsáveis e esclarecidos.
Além da formação técnica, que também merece importância, é necessário desafiar e recuperar nos seres humanos o desejo e o gosto pelo saber. A escola deveria, pois, caracterizar-se por ser a instituição que se ocupa do exercício da mente dos educandos. Segundo as estatísticas mundiais, os neurologistas afirmam que o ser humano não utiliza mais que 2% ou 3% de sua capacidade cerebral.
Mais do que nunca, numa sociedade tecnocrática que teme a crítica e a reflexão pessoal, é necessário resgatar o espírito filosófico e socrático, convidando os seres humanos a trilharem o mesmo caminho que Sócrates conduziu os seus discípulos: através da maiêutica, estaremos proporcionando uma excelente formação humana e integral do ser humano, resgatando o que ele tem de mais nobre e elevado: o saber.
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