A viagem
A viagem

...
Náuseas, enjôos, tremores, calafrios, ânsias de vômitos, diarréia e coisas do gênero foi o que senti no Aeroporto Internacional Salgado Filho, de Porto Alegre-RS, no dia sete de julho de 2003, quando pela primeira vez viajei de avião, com destino a Florianópolis-SC. Era inverno e fazia muito frio. Não sabia se naquela manhã chorava de alegria, ou se sorria de tristeza. Estava muito ansioso. Minha pressão arterial devia estar altíssima, ou quase empatando. Chegou a hora da despedida. Dei um forte abraço na minha mãe e disse a ela duas coisas. Lembro-me perfeitamente até hoje. Mãe, até as férias de verão ou até o dia em que nos encontrarmos no céu, junto de Deus, dos anjos, dos santos e de Maria Santíssima. E minha mãe quase de descabelava de tanto chorar e tremer. Queria me convencer a não entrar no avião, mas mesmo assim ela não conseguiu. Eu venci.
No avião estava tudo tranqüilo até o momento em que ele estava desligado. Mas quando ele foi para a pista de decolagem, quase tive um ataque cardíaco. Não parava de flatulenciar. Inclusive alguns saíram perto da minha pessoa. De fato, o cheiro estava insuportável. Nem eu agüentei. Mas fiz de conta que não tinha sido eu o flatulenciador. Antes do vôo, a aeromoça mostrou como colocar o cinto de segurança. Tremia tanto que não conseguia colocá-lo. Tanto que precisei chamá-la para colocar em mim o cinto. Com antecedência pedi a ela o pára-quedas. Vai que o avião caia e ...
Quando estava voando retirei da minha “necessaire” a minha máquina fotográfica importada do Paraguai. Cada mergulho era um flash. Tirei fotos das lindas paisagens, dos oceanos, inclusive das densas nuvens que cobriam o avião. Senti-me um pouco mais calmo e mais tranqüilo. Não passei fome no avião. Serviram-me suco de goiaba com barras de cereal. Inclusive pedi à senhora que estava no meu lado, que por sinal tinha seu físico avantajado, que me desse a sua também.
Passados cinqüenta minutos de vôo, o piloto anunciou que estávamos chegando em Florianópolis. Dei graças a Deus. Quando o piloto aterrissou, eu, assustado, acordei. Era nove horas da manhã, e estava atrasado para o trabalho.
Marcadores: | edit post
0 Responses

Postar um comentário