BIPOLARIDADE
Em se tratando de bipolaridade. Ela nos deixa por vezes eufóricos, felizes, seguidos de angústia,de tristeza, de paralisia, engessando-nos. É a doença da falta de limites. Ela nos joga lá em cima e lá em baixo o tempo todo. Muitos acham que é doença de preguiçoso, de quem não quer nada com nada. Muito pelo contrário. Afinal das contas ninguém deseja e quer ficar doente. Queremos saúde. Por isso peçamos este dom a Jesus, Ele que veio para nos dar uma vida, e vida nova, plena!
Reflexão para o mês de maio de 2013: HOMOSSEXUALIDADE
DR. DRAUZIO VARELLA - HOMOSSEXUALIDADE A homossexualidade é uma ilha cercada de ignorância por todos os lados. Nesse sentido, não existe aspecto do comportamento humano que se lhe compare. Não há descrição de civilização alguma, de qualqu...er época, que não faça referência à existência de mulheres e homens homossexuais. Apesar dessa constatação, ainda hoje esse tipo de comportamento é chamado de antinatural. Os que assim o julgam partem do princípio de que a natureza (ou Deus) criou órgãos sexuais para que os seres humanos procriassem; portanto, qualquer relacionamento que não envolva pênis e vagina vai contra ela (ou Ele). Se partirmos de princípio tão frágil, como justificar a prática de sexo anal entre heterossexuais? E o sexo oral? E o beijo na boca? Deus não teria criado a boca para comer e a língua para articular palavras? Se a homossexualidade fosse apenas perversão humana, não seria encontrada em outros animais. Desde o início do século 20, no entanto, ela tem sido descrita em grande variedade de espécies de invertebrados e em vertebrados, como répteis, pássaros e mamíferos. Em virtualmente todas as espécies de pássaros, em alguma fase da vida, ocorrem interações homossexuais que envolvem contato genital, que, pelo menos entre os machos, ocasionalmente terminam em orgasmo e ejaculação. Comportamento homossexual envolvendo fêmeas e machos foi documentado em pelo menos 71 espécies de mamíferos, incluindo ratos, camundongos, hamsters, cobaias, coelhos, porcos-espinhos, cães, gatos, cabritos, gado, porcos, antílopes, carneiros, macacos e até leões, os reis da selva. Relacionamento homossexual entre primatas não humanos está fartamente documentado na literatura científica. Já em 1914, Hamilton publicou no Journal of Animal Behaviour um estudo sobre as tendências sexuais em macacos e babuínos, no qual descreveu intercursos com contato vaginal entre as fêmeas e penetração anal entre machos dessas espécies. Em 1917, Kempf relatou observações semelhantes. Masturbação mútua e penetração anal fazem parte do repertório sexual de todos os primatas não humanos já estudados, inclusive bonobos e chimpanzés, nossos parentes mais próximos. Considerar contra a natureza as práticas homossexuais da espécie humana é ignorar todo o conhecimento adquirido pelos etologistas em mais de um século de pesquisas rigorosas. Os que se sentem pessoalmente ofendidos pela simples existência de homossexuais talvez imaginem que eles escolheram pertencer a essa minoria por capricho individual. Quer dizer, num belo dia pensaram: eu poderia ser heterossexual, mas como sou sem vergonha prefiro me relacionar com pessoas do mesmo sexo. Não sejamos ridículos; quem escolheria a homossexualidade se pudesse ser como a maioria dominante? Se a vida já é dura para os heterossexuais, imagine para os outros. A sexualidade não admite opções, simplesmente é. Podemos controlar nosso comportamento; o desejo, jamais. O desejo brota da alma humana, indomável como a água que despenca da cachoeira. Mais antiga do que a roda, a homossexualidade é tão legítima e inevitável quanto a heterossexualidade. Reprimi-la é ato de violência que deve ser punido de forma exemplar, como alguns países fazem com o racismo. Os que se sentem ultrajados pela presença de homossexuais na vizinhança, que procurem dentro das próprias inclinações sexuais as razões para justificar o ultraje. Ao contrário dos conturbados e inseguros, mulheres e homens em paz com a sexualidade pessoal costumam aceitar a alheia com respeito e naturalidade. Negar a pessoas do mesmo sexo permissão para viverem em uniões estáveis com os mesmos direitos das uniões heterossexuais é uma imposição abusiva que vai contra os princípios mais elementares de justiça social. Os pastores de almas que se opõem ao casamento entre homossexuais têm o direito de recomendar a seus rebanhos que não o façam, mas não podem ser fascistas a ponto de pretender impor sua vontade aos que não pensam como eles. Afinal, caro leitor, a menos que seus dias sejam atormentados por fantasias sexuais inconfessáveis, que diferença faz se a colega de escritório é apaixonada por uma mulher? Se o vizinho dorme com outro homem? Se, ao morrer, o apartamento dele será herdado por um sobrinho ou pelo companheiro com quem viveu trinta anos?
Reflexão para o mês de janeiro de 2013: Ano novo, vida nova!
Mais um ano findou. Mais um ano de nossa vida se passou. Ou melhor, mais uma página do livro da nossa vida foi escrita. E no final de cada ano somos convidados a fazermos uma retrospectiva, isto é, a olharmos para trás e vermos o que foi bom e o que não foi tão bom, a enxergarmos nossas vitórias, nossas escolhas, nossos acertos, os novos passos que foram dados em busca de nossos objetivos e metas a serem alcançadas. Mas percebemos que nem tudo foi tão maravilhoso assim. Tivemos perdas – e talvez de pessoas até muito significativas para nós e que amávamos muito. Tivemos frustrações, momentos de crise, de cansaço, de depressão. Estivemos, por vezes, doentes, sem forças para caminhar e continuar firmes e fortes em nossos bons propósitos e intenções. Após este `balanço` do ano que passou, o ser humano sempre se desafia e amplia seu horizonte, traçando novas metas e novos ideais a serem alcançados. E isso é muito positivo, pois não devemos parar, muito menos nos esclerosar. Corre o ditado popular que “águas paradas apodrecem”. Creio que esta máxima também é válida para nós, seres humanos. Pois bem, caríssimos amigos leitores. Sabemos que o ano de 2013 será aquilo que fizermos dele. Nada cairá do céu. Precisamos correr em busca do que queremos. O novo ano nos é dado como dom, isto é, como dádiva, presente de Deus, mas também como tarefa, isto é, o que farei ao longo dos 366 dias que viverei? Que ao longo deste ano possamos refletir e meditar como estamos vivendo a nossa vida, e se de fato, estamos nos realizando como pessoa humana, naquilo que somos e naquilo que fazemos. Uma certeza temos no coração: Deus caminha conosco. Precisamos fazer a nossa parte e assumir com responsabilidade a missão que Deus nos confiou. Assim fazendo seremos muito mais felizes e viveremos esta vida nova que Deus veio nos oferecer em Cristo Jesus. (cf. Jo 10, 10). E isso que vos digo é fruto de minha certeza e convicção. Como nos ensina S. Paulo: “eu sei em quem acreditei”. Um feliz e próspero 2013 a todos nós!
Reflexão para o mês de dezembro de 2012: Sobre a poesia e sua importância
Creio que a poesia, deveras, exerce um papel importante na vida dos seres humanos. Os escritores e os poetas ilustram um mundo que não é visto pelos simples mortais. Não é tão objetiva, mas subjetiva. Através da poesia não somente se retrata a sociedade, mas ela conta, com sua forma, muitas vezes ambígua, os sofrimentos, as alegrias, as desilusões e as conquistas das gentes. Para retratar o que disse acima, uma excelente maneira de aprender história, além dos livros de história, é ler a produção poética do período em questão. Quem não conhece o Brasil de Gonçalves Dias não teria se apaixonado por esta terra onde canta o sabiá, onde os céus têm mais estrelas, onde os bosques têm mais vida. O mesmo pode-se dizer sobre os períodos em que a história se mostra de uma maneira obscura e nebulosa. Ferreira Gullar, com sua obra Poema Sujo, nos mostra um Brasil reprimido. Claro também que a poesia serve para a insatisfação do próprio poeta com sua vida: "Vou-me embora pra Pasárgada", obra de Manuel Bandeira, que define a insatisfação pessoal do próprio poeta com sua vida e um desejo escancarado por uma vida desregrada, repleta de prazeres. A poesia, por sua vez, nos liberta. Através dos poetas está também a nossa voz, o nosso desejo de sermos sempre e cada vez melhores. Ela tem uma função libertadora porque somente através dela os poetas são capazes de realmente se expressarem, e porque não, de revelarem sua subjetividade, medos, sonhos e esperanças. A poesia nos humaniza, alivia nossos fardos, torna a vida mais doce e leve. Bastas vezes nos identificamos com ela porque cala fundo em nosso coração, o que não acontece sempre com romances, contos, textos científicos... (não quero aqui desmerecer esses gêneros literários). Creio que precisamos e muito resgatar e valorizar a poesia em nossa vida, sobretudo na pós-modernidade em que vivemos, onde se preza demais o tecnológico e científico. Eis abaixo, para análise e reflexão, o poema de Cecília Meireles, "Lua Adversa”. Tenho fases, como a lua Fases de andar escondida, fases de vir para a rua... Perdição da minha vida! Perdição da vida minha! Tenho fases de ser tua, tenho outras de ser sozinha. Fases que vão e vêm, no secreto calendário que um astrólogo arbitrário inventou para meu uso. E roda a melancolia seu interminável fuso! Não me encontro com ninguém (tenho fases como a lua...) No dia de alguém ser meu não é dia de eu ser sua... E, quando chega esse dia, o outro desapare. * Poema retirado do site http://www.casadobruxo.com.br/poesia/c/lua.htm Acesso em 08/08/2011.
Reflexão para o mês de novembro de 2012: Refletindo sobre o tempo I e II
Refletindo sobre o tempo I Vivemos no tempo. Fomos inseridos nele. Por isso ele nos afeta diretamente. Por vezes, também ele nos controla e nos atormenta. Regula a nossa vida! Pois bem, como sabemos, o tempo sempre foi tratado como um conceito adquirido por vivência, indefinível em palavras. Santo Agostinho confirma tal assertiva, ao responder, já no século IV, à indagação sobre o que é o tempo da seguinte forma: “Se ninguém me perguntar, eu sei; se o quiser explicar a quem me fizer a pergunta, já não sei''. Corre também o provérbio “Passado é passado, não volta; presente é presente, o hoje, o agora; e o futuro a Deus pertence!” Falamos muito em tempo físico, tempo cronológico, e por isso esquecemos o que é essencial: viver intensamente cada dia, cada hora, cada minuto, cada segundo. Deveras, não importa a quantidade de anos vividos, e sim a qualidade, o modo com que se vive. Conheço pessoas que viveram 90, 80, 70 anos, cronologicamente falando, mas se for pensar na intensidade com que tais pessoas viveram, percebe-se que viveram tão pouco. Se formos analisar o tempo de Deus, para Ele “mil anos é como um dia e um dia é como mil anos (II Pedro 3,8). Deus não se preocupa tanto com esta noção de tempo. Para Ele não existe nem tempo nem espaço. Mas nós sabemos que o tempo cronológico é importante porque nele acontece, se desenvolve e se revela a nossa existência. Em outras palavras, nossa essência (o que somos) se dá na existência (no agir, no fazer humano). Por fim, creio que muito mais do que nos preocuparmos com a quantidade de anos que viveremos, procuremos viver bem intensamente com todos que nos cercam, praticando o que há de mais nobre e elevado: o amor, a solidariedade e a fraternidade. Refletindo sobre o tempo II Aqui nesta reflexão quero ater-me ao livro do Eclesiastes (3, 1-11), que traz presente a questão do tempo. Ainda mais: sobre a paciência, a perseverança e a esperança que devemos ter diante da vida e dos fatos que acontecem e nos cercam. De fato, cada coisa acontece no seu momento, no tempo certo. Por vezes apressamos as coisas. Queremos tudo do nosso jeito, e pra já, pra ontem. Por vezes nos estressamos, nos aborrecemos, nos fechamos. Mas não é assim que as coisas funcionam. Portanto, deixemo-nos questionar e iluminar pela sabedoria da Palavra de Deus. Tudo tem seu tempo certo para acontecer... Há tempo para nascer, e há tempo para morrer... Há tempo para plantar, e tempo para colher... Tempo para destruir, e tempo para edificar... Tempo para rir, e tempo para chorar... Tempo para prantear, e tempo para saltar!... Tempo para rasgar, e tempo para costurar... Tempo para reter, e tempo para espalhar... Tempo de abraçar, e tempo de se afastar... Tempo para procurar, e tempo de perder... Tempo para guardar, e tempo para se desfazer... Tempo para falar, e tempo para se calar... Tempo para amar, e tempo de se aborrecer... Tempo de guerra, e tempo de PAZ... Tudo Ele fez (e faz) formoso ao seu tempo!
Reflexão para o mês de outubro de 2012: Sobre os relacionamentos humanos I e II
Sobre os relacionamentos humanos I Em outro artigo, já conversávamos sobre o ser humano e suas relações. Mas aqui quero ater-me à relação intersubjetiva. De fato, tudo nesta vida é efêmero, passageiro, transitório. Infelizmente, tem-se constatado que as relações humano-afetivas tem sido líquidas, solúveis, desfeitas tão rapidamente que nem nos damos conta. Por vezes, preocupamo-nos com o hoje e o agora. Não há uma preocupação com o futuro, com algo duradouro, com projetos de vida e sonhos a serem construídos e alcançados. Preocupamo-nos sim com a autossatisfação, com o nosso prazer e com a nossa felicidade. Tudo se volta para o EU, para as nossas vontades, nossos gostos e preferências. Não há preocupação com o outro, com os seus sentimentos. O ser humano é visto como objeto, como algo que nos beneficia e nos dá prazer. Quando estava no seminário estudando para ser padre, ficaram gravadas em meu coração as palavras do meu formador que sempre dizia: “Se queres que o teu casamento perdure, procure fazer o teu marido a pessoa mais feliz do mundo, e vice-versa”. Ou seja, devemos ser menos egoístas e devemos pensar mais nos outros. Talvez isso para nós seja difícil, pois nas relações – e digo isso a partir da minha experiência – somos tão egoístas. Que possamos, ao longo desta semana, pensar e refletir sobre este tema que nos afeta e nos preocupa. Sobre os relacionamentos humanos II Assim como sou fã do Fernando Pessoa, sou fã do Mário Quintana. Diziam seus amigos mais íntimos que ele era o poeta das coisas simples... E concordo com tal afirmação. Sua linguagem poética, tão simples e ao mesmo tempo tão profunda, revela e espelha nossa humanidade, nossa vida em seus variados aspectos, nosso dia a dia. Aqui nesta reflexão quero trazer presente um de seus ricos poemas, “ipsis litteris”: "As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui para satisfazer as delas. Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisarmos de alguém. As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida". E digo com todas as palavras o quanto este poema é verdadeiro. Já 'quebrei' tanto minha cara com relacionamentos. Isso porque apostei, me entreguei demais, deixei de ser eu mesmo, de fazer as coisas de que gosto, tudo em função da pessoa amada. Por isso aprendi que, na vida e nos relacionamentos, devemos aprender a ser felizes sozinhos. Somos inteiros, completos. À medida que colocamos nossa felicidade e nossa realização na pessoa amada, quando a perdemos, perdemos o paradigma, a nossa base, o nosso chão. E por isso nos decepcionamos e nos entristecemos. Depois temos que recomeçar tudo de novo! Que este poema do Mário Quintana nos ajude a refletir sobre a nossa vida, concernente aos relacionamentos humanos e nossa vida humano-afetiva.
Reflexão para o mês de setembro de 2012: Bíblia: Carta do Pai aos seus filhos
Um menino de 11 anos foi ao seminário, distante e em outro estado, para se tornar padre. Longe de casa sentia profundas saudades de seus pais. Passado um mês, recebeu uma carta de seu pai. Com muita emoção leu a carta do pai. E, lendo aquelas palavras, parecia-lhe ouvir a voz do pai. Era como se estivesse ali presente, falando-lhe. Depois guardou a carta com carinho no meio dos cadernos. De vez em quando pegava a carta e a lia novamente. Parecia que, através da carta, ele conversava com seu pai. O menino sabia que ele não estava na carta. Mas ela manifestava a presença dele. Era um contato vivo que mantinha com seu pai distante. Uma comunicação real do pai para com o filho. E cada dia, quando a saudade batia, o menino tornava a ler a carta. • DEUS, o mais maravilhoso e querido de todos os pais, legou também a nós, seus filhos amados, uma carta. • Toda vez que eu quiser entrar em contato com Deus, é só ler a BÍBLIA, a bela carta de Deus. Assim como uma carta desperta a amizade e reacende o amor, assim a BÍBLIA reaviva em nós a amizade para com Deus e reativa nosso amor para com o mais amoroso dos pais. • Por nos amar, Deus nos deu a Bíblia. • Por amarmos a Deus, nós lemos a Bíblia? Que neste mês de setembro, dedicado à Palavra de Deus, possamos lê-la, meditá-la e vivê-la em nossa vida, sendo um testemunho vivo de tudo aquilo que Jesus fez e nos ensinou.