Quando estudei antropologia filosófica, estudei o ser humano e suas relações, que, por sua vez, se dá em nível objetivo (o ser humano e o mundo), em nível subjetivo (o ser humano e sua consciência, o seu interior), em nível transcendental (o ser humano e Deus) e a nível intersubjetivo (entre sujeitos, eu e o outro, eu e os outros). Quero ater minha reflexão neste último nível.
Nossa vida é constituída de relações. Não nascemos para sermos sozinhos. Vivemos em comunidade. Por mais que queiramos viver isolados, por mais que queiramos ser uma ilha, não conseguimos. Nascemos numa sociedade, numa família. E para que possamos viver bem uns com os outros, precisamos ser pessoas dóceis, serenas, compreensivas. Se quisermos que as pessoas nos tratem bem, precisamos, antes de tudo, tratá-las bem. Fazendo uma analogia, o ser humano é como uma abelha: tanto pode nos dar mel como ferroadas. Se quisermos sentir a doçura de um bom relacionamento interpessoal, troquemos o julgamento, a condenação, a ironia, o sarcasmo, a ridicularização, o desprezo, os insultos, a malícia, a censura, os ataques, a queixa mordaz, os fuxicos e os mexericos pela compreensão, tolerância e bondade. Como nos ensina o ditado: “Se queremos tirar mel, não espantemos a colméia”. Digo mais: e se os erros dos outros o incomodam, procure saber por que agem deste ou daquele modo e chegará à conclusão de que eles são exatamente o que você seria em idênticas condições.
A vida é tão breve. Por isso, vivamos em paz, perdoando-nos e amando-nos mutuamente. Nada de orgulho e de vaidade. Ninguém é melhor que ninguém.
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