Rezar a vida
Minha intenção, com este artigo, é trazer presente duas correntes de espiritualidade que Anselm Grün (monge beneditino e teólogo) nos apresenta em seu Livro “Espiritualidade a partir de si mesmo”: a espiritualidade de baixo e a de cima que, por sua vez, poderá ser muito útil à nossa vida de oração – pessoal e comunitária -, à nossa vida de amizade e de intimidade com Nosso Senhor Jesus Cristo.
A espiritualidade de baixo, que brota daquilo que nós pensamos, sentimos, através do nosso corpo, fraquezas, limitações, fracassos, doenças, enfim, do nosso real, ensina-nos que o conhecimento de Deus passa pelo conhecimento de nós mesmos. Em Delfos, a Inscrição no Pórtico de Apolo: “Conhece-te a ti mesmo” continua nos desafiando e nos convidando a que aprofundemos em nós mesmos, em busca de um maior autoconhecimento e encontro com Deus. A psicologia afirma que o homem chegará à verdade através de um autoconhecimento. Segundo os monges a oração surge no mais profundo de nossas misérias e não de nossas virtudes. De fato, Deus não nos escolheu porque somos os melhores, nem por nossas virtudes. Escolheu porque Ele nos quis e nos ama. A Bíblia nos relata alguns personagens bíblicos marcantes que foram chamados por Deus. Também tinham suas fraquezas e limitações, a saber: Moisés era gago (Ex 6, 30) e matou um egípcio (Ex 2, 11-12); Davi matou Golias (1 Sm 17, 51); Oséias toma uma mulher prostituta e tem filhos com ela (Os 1, 2); Pedro negou a Jesus três vezes (Mt 26, 69-75); Paulo perseguiu a Igreja (At 8, 3; 9. 1, 2; 22, 4; 26. 10, 11), e assim por diante. Sem dúvida, o encontro com Deus passa pela nossa realidade, pelas nossas imperfeições e fragilidades, pelo nosso “barro”. São Paulo nos ensina que “é na nossa fraqueza que a força de Deus se manifesta”.
Tratando-se da espiritualidade de cima, talvez vivida por muitos, ela salienta que Deus nos fala pela Bíblia, pelos sacramentos, pela Igreja. Não se interessa pela humanidade do ser humano. Esta espiritualidade frisa que para chegarmos a Deus devemos ser homens virtuosos, heróis, sem falhas, perfeitos. Está mais ligada aos ideais e não à realidade como tal. É importante também esta espiritualidade, mas não basta a si mesma.
Tendo em vista o que foi dito, ambas espiritualidades devem caminhar juntas. O unilateralismo e o extremismo não nos levarão a nada. É essencial que haja uma profunda relação e tensão entre o nosso ser real e ideal. Para chegarmos ao nosso ideal, para intensificarmos a nossa comunhão e união com Nosso Senhor, em vista de uma maior santidade, deveremos, sem dúvida, aprimorar o nosso autoconhecimento para chegarmos a um maior encontro com Deus e conosco mesmos.
Minha intenção, com este artigo, é trazer presente duas correntes de espiritualidade que Anselm Grün (monge beneditino e teólogo) nos apresenta em seu Livro “Espiritualidade a partir de si mesmo”: a espiritualidade de baixo e a de cima que, por sua vez, poderá ser muito útil à nossa vida de oração – pessoal e comunitária -, à nossa vida de amizade e de intimidade com Nosso Senhor Jesus Cristo.
A espiritualidade de baixo, que brota daquilo que nós pensamos, sentimos, através do nosso corpo, fraquezas, limitações, fracassos, doenças, enfim, do nosso real, ensina-nos que o conhecimento de Deus passa pelo conhecimento de nós mesmos. Em Delfos, a Inscrição no Pórtico de Apolo: “Conhece-te a ti mesmo” continua nos desafiando e nos convidando a que aprofundemos em nós mesmos, em busca de um maior autoconhecimento e encontro com Deus. A psicologia afirma que o homem chegará à verdade através de um autoconhecimento. Segundo os monges a oração surge no mais profundo de nossas misérias e não de nossas virtudes. De fato, Deus não nos escolheu porque somos os melhores, nem por nossas virtudes. Escolheu porque Ele nos quis e nos ama. A Bíblia nos relata alguns personagens bíblicos marcantes que foram chamados por Deus. Também tinham suas fraquezas e limitações, a saber: Moisés era gago (Ex 6, 30) e matou um egípcio (Ex 2, 11-12); Davi matou Golias (1 Sm 17, 51); Oséias toma uma mulher prostituta e tem filhos com ela (Os 1, 2); Pedro negou a Jesus três vezes (Mt 26, 69-75); Paulo perseguiu a Igreja (At 8, 3; 9. 1, 2; 22, 4; 26. 10, 11), e assim por diante. Sem dúvida, o encontro com Deus passa pela nossa realidade, pelas nossas imperfeições e fragilidades, pelo nosso “barro”. São Paulo nos ensina que “é na nossa fraqueza que a força de Deus se manifesta”.
Tratando-se da espiritualidade de cima, talvez vivida por muitos, ela salienta que Deus nos fala pela Bíblia, pelos sacramentos, pela Igreja. Não se interessa pela humanidade do ser humano. Esta espiritualidade frisa que para chegarmos a Deus devemos ser homens virtuosos, heróis, sem falhas, perfeitos. Está mais ligada aos ideais e não à realidade como tal. É importante também esta espiritualidade, mas não basta a si mesma.
Tendo em vista o que foi dito, ambas espiritualidades devem caminhar juntas. O unilateralismo e o extremismo não nos levarão a nada. É essencial que haja uma profunda relação e tensão entre o nosso ser real e ideal. Para chegarmos ao nosso ideal, para intensificarmos a nossa comunhão e união com Nosso Senhor, em vista de uma maior santidade, deveremos, sem dúvida, aprimorar o nosso autoconhecimento para chegarmos a um maior encontro com Deus e conosco mesmos.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Digoo! Estão abertas as inscrições para as oficinas culturais do Somos - Comunicação, Saúde e Sexualidade. Não perde!
Para se inscrever, envie um e-mail com nome, idade e contato telefônico para "oficinas@somos.org.br". Foi???