Reflexão do dia 12/04/2011 ao dia 18/04/2011: O ensino de leitura, a pesquisa e a universidade
Intenta-se, com este texto, trazer a lume a importância da linguagem, sobretudo no que tange à escrita e à leitura, interrelacionando estes três elementos que se cruzam: o ensino de leitura, a pesquisa e a universidade.
Dado à evolução da escrita, hodiernamente falando, é impensável conceber o ser humano e o mundo em que vivemos sem ela. É incontestável que ela é um grande legado que os antepassados deixaram à humanidade e que, ao longo do tempo foi, e ainda está sendo, aperfeiçoada. Para comprovar esse fato, cito como exemplo as Sagradas Escrituras. Toda a experiência do povo de Deus foi ali registrada, e graças a elas, temos acesso à Palavra de Deus. Na Idade Média, a Igreja Católica preocupou-se em registrar, conservar e reproduzir muitos escritos antigos, com o intuito de jamais apagá-los da história, e assim poder transmiti-los às gerações futuras. De fato, sem a escrita e sem leitura não haveria história, não haveria comunicação, nos moldes atuais, e tampouco conhecimentos preservados. Por isso não é exagero fazer tal afirmação, pois, sem a escrita e sem a leitura, seríamos pessoas bastante vazias, incultas, mal formadas e informadas. Mallarmé afirma que as palavras têm um poder transformador em nossas vidas. Com algumas letras do alfabeto podemos transformar o mundo. Para tanto precisamos dominar a linguagem o suficiente para bem escrever, ou seja, escrever de modo claro, preciso e objetivo. E para isso quanto mais leitura e escrita, maior será o nosso mundo, ensina-nos Carlos Nejar. E trazendo esta temática para o âmbito acadêmico, não querendo cometer uma generalização apressada, tanto no ensino médio quanto no fundamental, não fomos educados para a leitura. Lia-se com segundas intenções, para aprender gramática, por exemplo. Assim perdíamos o literário, o texto em sua íntegra. As teorias, por vezes, eram ensinadas, popularmente falando, de modo ‘mastigado’. Agora na universidade percebemos o quanto não somos proficientes em leitura e o quanto, pela falta de hábito, não lemos o que deveríamos ler. Mario Quintana tinha razão ao dizer: “O verdadeiro analfabeto não é aquele que não sabe ler, mas aquele que sabe ler e não lê”. Tanto é que no Brasil a taxa de analfabetos funcionais é muito grande. Quanto maior nosso interesse pela leitura e pelos tipos de leitura, e pela pesquisa, maior será o nosso horizonte, bem como nossas possibilidades vindouras.
Tendo em vista o que foi dito, graças à leitura e à pesquisa, cultivadas no campo universitário, somos o que somos. É incalculável os benefícios que elas nos proporcionam e, com certeza, ainda proporcionarão, à medida que nos dedicarmos a elas e delas soubermos fazer uso.
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