Reflexão do dia 26/04/2011 ao dia 02/05/2011: O dom da fé
Alguns fatos que acontecem em nossa vida têm caráter indelével. Por isso ficam marcados por toda a vida. E este fato que vou contar foi um deles que me marcou. Em janeiro de 2003 participei de uma missão na cidade de Boa Vista do Buricá, interior do Rio Grande do Sul. Visitava, com os demais missionários, todas as casas e famílias deste povoado. E quando estava pregando e orando em uma das casas, uma criança de 12 anos me disse: Rodrigo, eu não acredito em Deus. Se Deus existe porque as pessoas sofrem? Porque Deus levou embora minha mãe, ainda tão jovem, no ano passado? Pensei comigo: o que responder a uma criança de 12 anos? Não sei se minha resposta foi tão clara e coerente. Em primeiro lugar comecei falando sobre a experiência de Jesus Cristo, sua paixão, crucifixão e morte. Se Jesus Cristo, o Filho de Deus, passou por sofrimentos e por momentos dolorosos, conosco não pode ser diferente. Vede bem. O sofrimento levou Cristo à glória da Ressurreição. Conosco também é assim. O sofrimento nos purifica, nos liberta, nos educa. Corre até o dito popular: “se não aprendemos pelo amor aprendemos pela dor”. Em segundo lugar, quanto à morte de sua mãe, disse a ele que tudo tem o seu tempo. As plantas nascem, crescem e morrem. Faz parte do ciclo da vida. O próprio Jesus Cristo nos ensinou que “ é morrendo que se vive para a vida eterna” e “que na casa de Seu Pai há muitas moradas, e que se assim não fosse ele nos teria dito o contrário”. Disse também a ele: amigo, nesta vida, se não tivermos fé, um referencial, um paradigma, um porto seguro, nossa vida fica sem sentido. O ser humano, com sua racionalidade e inteligência, não é soberano em tudo. Somos seres espirituais. Portanto, a fé é uma realidade, um fenômeno que nos afeta. E a fé vem em nossa auxilio para explicar e clarificar o que pela razão humana não se explica. Terminei meu diálogo com o menino rezando e pedindo ao Senhor o dom da fé, a exemplo de São Tomé, que também duvidou acreditando e acreditou duvidando, ao orar: “Creio, Senhor, mas aumentai minha fé”.
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