Reflexão do dia 1º/03/2011 ao dia 7/03/2011: Refletindo o poema 'Aula de português' de Carlos Drummond de Andrade
Chini, R. K.
Aula de português (Drummond)
'A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.
A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?
Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, seqüestram-me.
Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.
O português são dois; o outro, mistério'.
Trago este poema do Drummond para mostrar e elucidar o quanto precisamos conhecer este 'mistério', isto é, a língua portuguesa ensinada nas escolas, a língua culta e normativa, baseada na gramática tradicional. Creio que tanto a língua falada, marcada pela coloquialidade, quanto à língua culta são importantes. Portanto, num ato de comunicação, devemos levar em consideração o contexto e as circunstâncias do momento. Por exemplo, em uma redação, nem todos os padrões aceitáveis na fala devem ser transferidos na escrita. Assim no campo acadêmico não será visto com bons olhos quem diz "que seje" ou que escreva "progeto". Bom, creio também que todos nós somos dotados de linguagem. Nascemos com uma língua internalizada que se externaliza nos usos concretos, em situações de comunicação. Por isso não devemos dizer que não sabemos português, pois usamo-lo diariamente. Convivemos todo momento com nossa língua materna. Talvez desconhecemos a gramática, o português culto e normativo. Para tanto, se linguagem nos dá prestígio e poder, bem como aumenta o nosso conhecimento de mundo, precisamos conhecer e aprofundar o conhecimento da língua através do estudo das gramáticas. Precisamos estudar e se debruçar sobre como se dá o funcionamento e a estrutura de nossa língua. Quanto mais fizermos isso, cada vez mais este mistério, como nos disse Drummond, será desvelado, conhecido e familiar a nós.
'A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.
A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?
Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, seqüestram-me.
Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.
O português são dois; o outro, mistério'.
Trago este poema do Drummond para mostrar e elucidar o quanto precisamos conhecer este 'mistério', isto é, a língua portuguesa ensinada nas escolas, a língua culta e normativa, baseada na gramática tradicional. Creio que tanto a língua falada, marcada pela coloquialidade, quanto à língua culta são importantes. Portanto, num ato de comunicação, devemos levar em consideração o contexto e as circunstâncias do momento. Por exemplo, em uma redação, nem todos os padrões aceitáveis na fala devem ser transferidos na escrita. Assim no campo acadêmico não será visto com bons olhos quem diz "que seje" ou que escreva "progeto". Bom, creio também que todos nós somos dotados de linguagem. Nascemos com uma língua internalizada que se externaliza nos usos concretos, em situações de comunicação. Por isso não devemos dizer que não sabemos português, pois usamo-lo diariamente. Convivemos todo momento com nossa língua materna. Talvez desconhecemos a gramática, o português culto e normativo. Para tanto, se linguagem nos dá prestígio e poder, bem como aumenta o nosso conhecimento de mundo, precisamos conhecer e aprofundar o conhecimento da língua através do estudo das gramáticas. Precisamos estudar e se debruçar sobre como se dá o funcionamento e a estrutura de nossa língua. Quanto mais fizermos isso, cada vez mais este mistério, como nos disse Drummond, será desvelado, conhecido e familiar a nós.
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