Ao longo da história da humanidade (em sua evolução histórica) sempre representou o anseio do homem pela verdade. O “amor da sabedoria” (“amor pela sabedoria”) foi sempre mais busca do que posse.
Quando referida à existência do homem, a Filosofia tem sido mais uma prática do que uma atividade puramente teorética. Historicamente, a filosofia se constitui como esforço de discussão racional com os MITOS (hoje, com as ideologias), com as religiões, com as artes, com as ciências naturais, com a vida e com a política. A Filosofia é uma reflexão específica, mas nunca isolada da cultura de um povo ou de uma época histórica.
Hoje vivemos num mundo instrumentalizado pela ciência e pela técnica. Será que há, neste mundo, lugar para a filosofia?
Por vezes, bem sabemos, a filosofia é ensinada nas escolas como imposição, pois numa sociedade de consumo só há lugar para técnicos.
Hoje tem desaparecido o interesse pelas “humanidades” do profissional. Pois, pensemos: Quais as raízes desse descrédito quase total da Filosofia hoje? À primeira vista são duas:
a) O ensino da Filosofia é muito abstrato e acadêmico;
b) A Filosofia é perigosa porque dá margem ideológica, política e religiosa (sobretudo, quando se trata de jovens).
1. Precisa a Filosofia ser abstrata e acadêmica? Precisa ser livresca?
Quando a filosofia é ensinada como “filosofar”, refere-se ao concreto, à ciência, à tecnologia moderna, à significação das cultura, às artes, aos problemas econômicos, sociais, políticos, morais, espirituais...
É a vida que faz surgir o perguntar filosófico. A ciência jamais responderá às questões especificamente filosóficas.
2. Eliminar, simplesmente, a filosofia porque inclui risco de propaganda ideológica? Isso não convence!
A carência de uma boa formação filosófica pode ser um perigo ainda maior para uma nação. Sem ela os cidadãos tornam-se presas fáceis das mais desumanas ideologias. Eliminar o ensino da filosofia na educação de um povo é “renunciar” à atividade crítica de seu espírito.
Por que temer a reflexão pessoal? Sem ela dar-se-á uma tecnocratização com todas as conseqüências de robotização progressiva do homem. O ensino da filosofia só poderá desenvolver um clima de: responsabilidade cívica, compreensão e co-responsabilidade.
As idéias filosóficas sempre exerceram e irão exercer papel importante na conduta individual, social e na opinião dos homens.
A Filosofia é um saber original. Não é apenas uma atividade intelectual especializada, mas tenta resolver os problemas humanos em sua globalidade (põe problemas que dizem respeito a todos e a totalidade).
A Filosofia faz parte do caminho da humanidade, não como um sistema de verdades definitivamente adquiridas, mas como atividade de reflexão crítica a ser empreendida por cada um.
O objetivo fundamental da Filosofia é: ensinar que cada um pense por si mesmo. Isto não justifica, porém, que cada um proceda como se fosse o primeiro e único a filosofar.
Se é impossível pensar sem linguagem, não menos impossível é pensar sem tradição. A Filosofia prepara as pessoas não somente para uma profissão especializada, mas para a vida.
Embora a filosofia não prepare diretamente para uma profissão economicamente rentável, influencia, porém, o espírito humano de maneira mais profunda que as ciências. Ela atinge o próprio ser.
A Filosofia proporciona uma idéia geral da Vida, do Mundo, de Deus, do Bem, do Mal, da Ciência, do Homem, da Cultura, da Sociedade. Ela introduz ordem e clareza na multiplicidade dos conhecimentos.
Desenvolve a personalidade através da consciência de valores, do cultivo da autonomia crítica e do sentido da liberdade e da democracia. Uma nação precisa de especialistas no campo da ciência, da economia, da técnica, da política, da administração, mas precisa também formar homens livres reflexivos, cidadãos responsáveis e esclarecidos.
É importante a reflexão filosófica na educação dos jovens estudantes. Educar não é apenas transmitir informação, muito menos informações prontas que dispensassem reelaboração.
Os latinos diziam: “não aprendemos para a escola mas para vida”. Educar para vida significa preparar o aluno para pensar sua vida, individual, familiar, profissional, social e política; em termos mais globalizantes.
Sem Filosofia não há vida política e democrática, pois os cidadãos não estão preparados para discutir os temas gerais. E a Filosofia é uma atividade baseada no diálogo, na argumentação, na discussão racional, no amor à verdade.
Quando referida à existência do homem, a Filosofia tem sido mais uma prática do que uma atividade puramente teorética. Historicamente, a filosofia se constitui como esforço de discussão racional com os MITOS (hoje, com as ideologias), com as religiões, com as artes, com as ciências naturais, com a vida e com a política. A Filosofia é uma reflexão específica, mas nunca isolada da cultura de um povo ou de uma época histórica.
Hoje vivemos num mundo instrumentalizado pela ciência e pela técnica. Será que há, neste mundo, lugar para a filosofia?
Por vezes, bem sabemos, a filosofia é ensinada nas escolas como imposição, pois numa sociedade de consumo só há lugar para técnicos.
Hoje tem desaparecido o interesse pelas “humanidades” do profissional. Pois, pensemos: Quais as raízes desse descrédito quase total da Filosofia hoje? À primeira vista são duas:
a) O ensino da Filosofia é muito abstrato e acadêmico;
b) A Filosofia é perigosa porque dá margem ideológica, política e religiosa (sobretudo, quando se trata de jovens).
1. Precisa a Filosofia ser abstrata e acadêmica? Precisa ser livresca?
Quando a filosofia é ensinada como “filosofar”, refere-se ao concreto, à ciência, à tecnologia moderna, à significação das cultura, às artes, aos problemas econômicos, sociais, políticos, morais, espirituais...
É a vida que faz surgir o perguntar filosófico. A ciência jamais responderá às questões especificamente filosóficas.
2. Eliminar, simplesmente, a filosofia porque inclui risco de propaganda ideológica? Isso não convence!
A carência de uma boa formação filosófica pode ser um perigo ainda maior para uma nação. Sem ela os cidadãos tornam-se presas fáceis das mais desumanas ideologias. Eliminar o ensino da filosofia na educação de um povo é “renunciar” à atividade crítica de seu espírito.
Por que temer a reflexão pessoal? Sem ela dar-se-á uma tecnocratização com todas as conseqüências de robotização progressiva do homem. O ensino da filosofia só poderá desenvolver um clima de: responsabilidade cívica, compreensão e co-responsabilidade.
As idéias filosóficas sempre exerceram e irão exercer papel importante na conduta individual, social e na opinião dos homens.
A Filosofia é um saber original. Não é apenas uma atividade intelectual especializada, mas tenta resolver os problemas humanos em sua globalidade (põe problemas que dizem respeito a todos e a totalidade).
A Filosofia faz parte do caminho da humanidade, não como um sistema de verdades definitivamente adquiridas, mas como atividade de reflexão crítica a ser empreendida por cada um.
O objetivo fundamental da Filosofia é: ensinar que cada um pense por si mesmo. Isto não justifica, porém, que cada um proceda como se fosse o primeiro e único a filosofar.
Se é impossível pensar sem linguagem, não menos impossível é pensar sem tradição. A Filosofia prepara as pessoas não somente para uma profissão especializada, mas para a vida.
Embora a filosofia não prepare diretamente para uma profissão economicamente rentável, influencia, porém, o espírito humano de maneira mais profunda que as ciências. Ela atinge o próprio ser.
A Filosofia proporciona uma idéia geral da Vida, do Mundo, de Deus, do Bem, do Mal, da Ciência, do Homem, da Cultura, da Sociedade. Ela introduz ordem e clareza na multiplicidade dos conhecimentos.
Desenvolve a personalidade através da consciência de valores, do cultivo da autonomia crítica e do sentido da liberdade e da democracia. Uma nação precisa de especialistas no campo da ciência, da economia, da técnica, da política, da administração, mas precisa também formar homens livres reflexivos, cidadãos responsáveis e esclarecidos.
É importante a reflexão filosófica na educação dos jovens estudantes. Educar não é apenas transmitir informação, muito menos informações prontas que dispensassem reelaboração.
Os latinos diziam: “não aprendemos para a escola mas para vida”. Educar para vida significa preparar o aluno para pensar sua vida, individual, familiar, profissional, social e política; em termos mais globalizantes.
Sem Filosofia não há vida política e democrática, pois os cidadãos não estão preparados para discutir os temas gerais. E a Filosofia é uma atividade baseada no diálogo, na argumentação, na discussão racional, no amor à verdade.
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Parabéns Rodrigo!
Gostei muito desta reflexão!
Continue assim.