Atividade de construção partilhada de conhecimento
(Re) conhecendo as fontes da tradição gramatical
Ângela Galindo
Carina Perez
Danielle Rosa
Fernanda
Rodrigo Kuhn Chini
“Não dirás que as gramáticas são infalíveis. Nem dirás isso dos dicionários. Dirás, antes, que os utentes de uma língua ou modalidade é que são infalíveis, uma vez que são condôminos, senhores absolutos da Língua, cabendo aos gramáticos e dicionaristas apenas o seu registro. (Não queira, portanto, colocar o carro na frente dos bois, pensando que vem asntes o dicionário e a gramática e depois os usos, a língua viva”.
Gilberto Scarton
- Observações relativas à Nomenclatura Gramatical Brasileira:
a) Chamou-me à atenção a antiguidade da mesma, tendo em vista sua publicação em 01/1959;
b) alguns itens do APENDICE, como assimilação/dissimilação, não lembro de haver estudado, até o ensino médio;
- Observações relativas à Nova Gramática do Português Contemporâneo:
a) Publicação da 1ª edição: provavelmente em 1985;
b) Objetivos: apresentar uma descrição do português, levando em conta as normas vigentes dentro de todo seu domínio geográfico (principalmente as normas padrão em Portugal/Brasil), para servir como fonte de informação, completa e atualizada tanto quanto possível, ou de guia orientador para expressão oral/escrita;
c) Como novidade nesta edição, foi acrescentado o capítulo Do Latim ao Português. Trata-se de um relato do processo de formação e difusão do nosso idioma, com o objetivo de proporcionar, além da compreensão da estrutura e da funcionalidade da língua, a percepção de seu papel no contexto lingüístico universal, e ainda, como o processo histórico influenciou seus aspectos internos;
d) Também faz parte desta edição, um capítulo sobre o Novo Acordo Ortográfico, o que é, e alguns exemplos de alterações;
e) Curiosidades:
- além do sumário e do índice por assuntos, a gramática traz o índice ONOMÁSTICO, até então desconhecido para mim;
- tem um capítulo dedicado ao DISCURSO e a VERSIFICAÇÃO;
Importante: Diferentemente da NGB, Celso Cunha inicia a gramática apresentando alguns conceitos e noções gerais sobre o que é linguagem, língua, discurso, a diferença entre dialetos e falares, a noção do que certo e do errado. Seguidamente ele apresenta os países falantes da Língua Portuguesa. Faz uma abordagem histórica.
Observações sobre a gramática de Domingos Paschoal Cegalla:
- Não localizei a data de publicação desta edição, mas vê-se que é antiga;
- Foi elaborada segundo a NGB;
- Possui índice tradicional, exercícios de assimilação ao final de cada unidade e no final do livro, a bibliografia, fazendo referência às fontes consultadas e obras literárias utilizadas nos exemplos;
- Objetivos do autor: elaborar uma gramática normativa que pudesse ser útil tanto aos professores quanto aos alunos, como um meio para disciplinar a linguagem e atingir a forma ideal da expressão oral e escrita. A obra destina-se particularmente aos estudantes dos cursos (da época) secundário e normal, mas também a todos os estudiosos do idioma nacional.
Considerações Finais
É louvável saber que temos a Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB), que de uma certa maneira, procura tornar a Língua Portuguesa unificada e padrão, em nosso país. As regras, as leis e a moral são eminentemente importantes, pois elas visam e auxiliam o ser humano ao agir correto, de forma justa, como realmente tem que ser (Du must – o dever de Kant). Isso também é válido para o estudo e o aprofundamento das gramáticas. Nenhuma gramática é soberana, 100% completa. Todas são falhas. É impossível colocar num papel todos os mecanismos complexos existentes na língua, é impossível registrar todos os atos dos falantes, enfim... O gramático é também um cientista, um observador da língua, e não apenas um ditador, que impõe regras e normas a serem cumpridas.
Após a análise da NGB, da gramática de Celso Cunha e de Cegalla percebemos diferenças sim, mas percebemos que todas contribuem, de uma forma ou de outra, para um maior aperfeiçoamento e conhecimento dos mecanismos, das estruturas e do funcionamento da Língua Portuguesa.
Referências Bibliográficas
CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. 48. ed. São Paulo : Nacional, 2008. 693 p.
Cunha, Celso
CUNHA, Celso; CINTRA, Luís F. Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. 3. ed.rev. Rio de Janeiro : Nova Fronteira, c2001. 748 p.
(Re) conhecendo as fontes da tradição gramatical
Ângela Galindo
Carina Perez
Danielle Rosa
Fernanda
Rodrigo Kuhn Chini
“Não dirás que as gramáticas são infalíveis. Nem dirás isso dos dicionários. Dirás, antes, que os utentes de uma língua ou modalidade é que são infalíveis, uma vez que são condôminos, senhores absolutos da Língua, cabendo aos gramáticos e dicionaristas apenas o seu registro. (Não queira, portanto, colocar o carro na frente dos bois, pensando que vem asntes o dicionário e a gramática e depois os usos, a língua viva”.
Gilberto Scarton
- Observações relativas à Nomenclatura Gramatical Brasileira:
a) Chamou-me à atenção a antiguidade da mesma, tendo em vista sua publicação em 01/1959;
b) alguns itens do APENDICE, como assimilação/dissimilação, não lembro de haver estudado, até o ensino médio;
- Observações relativas à Nova Gramática do Português Contemporâneo:
a) Publicação da 1ª edição: provavelmente em 1985;
b) Objetivos: apresentar uma descrição do português, levando em conta as normas vigentes dentro de todo seu domínio geográfico (principalmente as normas padrão em Portugal/Brasil), para servir como fonte de informação, completa e atualizada tanto quanto possível, ou de guia orientador para expressão oral/escrita;
c) Como novidade nesta edição, foi acrescentado o capítulo Do Latim ao Português. Trata-se de um relato do processo de formação e difusão do nosso idioma, com o objetivo de proporcionar, além da compreensão da estrutura e da funcionalidade da língua, a percepção de seu papel no contexto lingüístico universal, e ainda, como o processo histórico influenciou seus aspectos internos;
d) Também faz parte desta edição, um capítulo sobre o Novo Acordo Ortográfico, o que é, e alguns exemplos de alterações;
e) Curiosidades:
- além do sumário e do índice por assuntos, a gramática traz o índice ONOMÁSTICO, até então desconhecido para mim;
- tem um capítulo dedicado ao DISCURSO e a VERSIFICAÇÃO;
Importante: Diferentemente da NGB, Celso Cunha inicia a gramática apresentando alguns conceitos e noções gerais sobre o que é linguagem, língua, discurso, a diferença entre dialetos e falares, a noção do que certo e do errado. Seguidamente ele apresenta os países falantes da Língua Portuguesa. Faz uma abordagem histórica.
Observações sobre a gramática de Domingos Paschoal Cegalla:
- Não localizei a data de publicação desta edição, mas vê-se que é antiga;
- Foi elaborada segundo a NGB;
- Possui índice tradicional, exercícios de assimilação ao final de cada unidade e no final do livro, a bibliografia, fazendo referência às fontes consultadas e obras literárias utilizadas nos exemplos;
- Objetivos do autor: elaborar uma gramática normativa que pudesse ser útil tanto aos professores quanto aos alunos, como um meio para disciplinar a linguagem e atingir a forma ideal da expressão oral e escrita. A obra destina-se particularmente aos estudantes dos cursos (da época) secundário e normal, mas também a todos os estudiosos do idioma nacional.
Considerações Finais
É louvável saber que temos a Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB), que de uma certa maneira, procura tornar a Língua Portuguesa unificada e padrão, em nosso país. As regras, as leis e a moral são eminentemente importantes, pois elas visam e auxiliam o ser humano ao agir correto, de forma justa, como realmente tem que ser (Du must – o dever de Kant). Isso também é válido para o estudo e o aprofundamento das gramáticas. Nenhuma gramática é soberana, 100% completa. Todas são falhas. É impossível colocar num papel todos os mecanismos complexos existentes na língua, é impossível registrar todos os atos dos falantes, enfim... O gramático é também um cientista, um observador da língua, e não apenas um ditador, que impõe regras e normas a serem cumpridas.
Após a análise da NGB, da gramática de Celso Cunha e de Cegalla percebemos diferenças sim, mas percebemos que todas contribuem, de uma forma ou de outra, para um maior aperfeiçoamento e conhecimento dos mecanismos, das estruturas e do funcionamento da Língua Portuguesa.
Referências Bibliográficas
CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. 48. ed. São Paulo : Nacional, 2008. 693 p.
Cunha, Celso
CUNHA, Celso; CINTRA, Luís F. Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. 3. ed.rev. Rio de Janeiro : Nova Fronteira, c2001. 748 p.
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